Somos fellows Amani em formação na 4ª turma do Brasil. Com o propósito de Inovar no campo social, recebemos um convite da Brasil Tomorrow (ONG criada por fellows da 1ª turma) para participar do Dia das Boas Ações 2017. Para iniciar a ação, coletivamente escolhemos entender mais de perto e realizar uma ação conjunta com catadores de resíduos sólidos. Com a ajuda de alguns atores do setor decidimos, ao invés de criar uma campanha que para nós faria sentido, visitar uma das cooperativas, escutar o que eles realmente gostariam e fazer um processo – ainda que curto – de dentro para fora para uma atuação realmente em conjunto. (Agradecimento especial ao Roger da YouGreen, ao André da Wise Waste, ao Mateus da Giral, ao Andre da Virada Sustentável, a Ju da Triciclos, ao Marcel do Sistema B e ao pessoal da Brasil Tomorrow)

Nesse processo, tivemos a oportunidade de visitar com a empresa B Triciclos a Coopamare, a primeira cooperativa de catadores de São Paulo. E foi assim que começamos ouvindo, querendo entender a real situação dos catadores. Não fomos com um conjunto de diretrizes, não tínhamos uma fórmula ou um manual de trabalho. E com isso entendemos que nossa ideia inicial (arrecadar sapatos para os catadores) não era exatamente o que eles precisavam e que a necessidade mais urgente era de engajamento dos cidadãos da região para a entrega do lixo (que para eles é material de trabalho) diretamente nas cooperativa e materiais de proteção.

COOPAMARE - Cooperativa de Catadores Autônomos de Papel, Aparas e Materiais Reaproveitáveis - é uma cooperativa de trabalho sem fins lucrativos, surgiu em 1989 de um projeto de auxílio a moradores de rua realizado pela OAF – Organização e Auxílio Fraterno. A primeira atividade programada pela organização foi uma festa, chamada de “Missão”- um evento de manifestação e protesto reivindicando os direitos dos sofredores de rua. Para a realização da festa, era necessário que cada integrante morador de rua doasse a renda de um dia de seu trabalho.

Os catadores de papel foram os que reuniram um valor mais alto. A partir dessa constatação, o grupo passou a se reunir no Centro Comunitário dos Sofredores de Rua, no bairro do Glicério, que se tornou ponto de encontro e local de discussão desses catadores. Com o objetivo de obter melhores preços no mercado, em 1986 criaram a Associação dos Catadores de Papel. Possuíam uma casa alugada no Glicério e uma balança industrial, o que já dava ao grupo um caráter profissional.

Em 1989, foi formada a Cooperativa, com vinte catadores. A prefeitura cedeu a eles o espaço sob o viaduto Paulo VI, em Pinheiros, onde hoje se localiza a Coopamare, e promulgou um decreto municipal que reconhece o trabalho do catador como atividade profissional e garante o direito ao trabalho. Os catadores receberam cursos de capacitação e foi firmado convênio para remuneração da diretoria pelos serviços prestados à Coopamare. Assim estruturados, os catadores ganharam legitimidade junto a fabricantes e intermediários, e maior visibilidade junto a comerciantes, donas de casa, empresas e a população em geral.

Hoje, a cooperativa conta com 25 catadores, entre cooperados e associados, desenvolve projetos, dá cursos aos cooperados, procura sempre mais parceiros, orientados pelo principal objetivo: valorizar a profissão de catador.

Precisamos arrecadar R$2.000,00 para: - Café da manhã no dia do evento - Produção de panfletos. (contaremos com voluntários para distribuição de panfletos na região.) - Luvas e EPIs novos.